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domingo, 17 de junho de 2012

CG Custom #4

Finalmente chegamos a última customização dessa leva. E essa foi feita com um carrinho "das antigas"! Lançado na mainline em 2009, o Corvette C6 Convertible é mais um projeto de Phil Riehlman. Possui apenas quatro variações na linha Hot Wheels: duas em seu lançamento, uma em 2010 e outra em um 5-pack de 2011. Tenho todas. E o que me chamou a atenção foi justamente a de 2010, integrante da sub-série Faster Than Ever. O interessante é que esse carrinho ficou esperando dois anos para ser customizado, pois faltava tempo e, acima de tudo, uma "vítima". Quando tudo isso foi resolvido... Bem, acompanhe a postagem e veja como ele ficou:

1º passo: esta é a variação do C6 Corvette Convertible de 2010. O que me chamou a atenção positivamente nele foi a pintura e as rodas Faster Than Ever (FTE). Apesar de controvertidas no mundo Hot Wheels - com elas não tem meio termo: ou você as ama ou as odeia -, achei que elas ficaram bonitas no conjunto. O que não deu para engolir foi esse pára-brisas amarelo.

2º passo: a segunda coisa ruim foram os chassis cromados... Há muita discussão em sites e fóruns por aí de que esses tipos de detalhes fazem com que os carros percam sua ligação com o mundo "real". Antes de tocar o pau na Mattel, devemos lembrar que os Hot Wheels não nasceram com a intenção de serem réplicas exatas de carros reais. Se você quiser isso, compre Johnny Lightning, Greenlight ou M2. A função dos carrinhos da Hot Wheels sempre foi divertir a molecada, que não liga muito para o que é real ou não. Mas que esses chassis cromados são feios, isso eles são.

3º passo: como você deve ter lido na introdução, uma das broncas que tinha que resolver antes de começar essa customização foi achar uma vítima. Um dia, já em 2011, passando por uma gôndola de um supermercado em Belém, encontrei esse exemplar da primeira variação do C6 Corvette Convertible empacado todo esse tempo por lá. Peguei-a, estava só poeira, e imediatamente e comecei a tentar vencer a outra dificuldade do projeto, o tempo, pois a idéia já estava pronta na cabeça. 

4º passo: eis o porque da alegria em ter encontrado essa vítima na gôndola: os chassis são cinza chumbo! Isso dará ao projeto uma característica mais "real". Além disso, tudo será mais fácil na hora de arrebentar os rebites por conta dos chassis serem em plástico. Aproveitando uma folga num final de semana prolongado, comecei o projeto.

5º passo: e como você, leitor, já deve ter percebido, antes de começar tudo lá vem os inseparáveis óculos de proteção contra as lascas dos rebites e as luvas para dar mais firmeza na hora de segurar o carrinho enquanto está sendo furado. As luvas, como você também já está cansado de ler, evita que o suor e a resina das mãos retirem os detalhes da pintura e a tinta das rodas. 

6º passo: também como todos já devem estar sabendo, lá vem a minha inseparável Dremel. Pena que ainda não estou recebendo nada pelo jabá... Enfim, a Dremel é fácil de manusear, pois basta ligar na velocidade 1 e usar a broca que vem junto no kit. Mas sem paciência e calma para furar os rebites não adianta nada. Sem isso, ela vai fatalmente escorregar e furar os chassis e jogar todo o seu trabalho no lixo.

7º passo: após uns 15 a 20 minutos para abrir os dois carrinhos, é hora de conferir as peças e bater o martelo quanto ao projeto. No caso do C6 Corvette Convertible, vou substituir o pára-brisas e os chassis cromados do original pelos da vítima. Manterei as rodas FTE, bem mais bonitas que as PR5. Também pela enésima vez, a intenção das minhas customizações é sempre, na medida do possível, dar uma aparência mais real ao carrinho.

8º passo: é bom sempre ter as ferramentas habituais à mão: chave de fendas para ajudar na abertura dos chassis e na retirada das rebarbas dos rebites; alicate de unhas para retirar as fixações dos eixos (graças a Deus minha mulher ainda não descobriu que eu uso o seu alicate. Tenho de comprar um para mim...); finalmente, Super Bonder para fixar os novos eixos - basta um pingo bem no centro - e para fechar a carroceria - também basta um pingo nas hastes dos rebites.

9º passo: limpe tudo ao acabar. Lembre-se: é importante não deixar pistas do que você fez ao longo da manhã ou da tarde. Por isso, elimine todos os rastros. Use um aspirador de pó se for o caso.

10º passo: admire sua criação. Só vou ficar devendo a foto dos novos chassis, pois esqueci de tirar na hora. As mudanças definitivamente deram o ar mais "real" que estava procurando. Gostei principalmente dos novos chassis, uma vez que as aberturas das FTE permitiam que se visse o anterior, cromado.
       

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